quarta-feira, 10 de agosto de 2016

As manchas no corpo do Campeão Olímpico Michael Phelps


Quando o nadador Michael Phelps tirou o casaco pela primeira vez para jogar-se nas piscinas do Rio, os espectadores tomaram um susto. O maior medalhista olímpico da história tinha o corpo coberto por marcas circulares avermelhadas, como se fossem hematomas. Nos dias que se seguiram, os círculos misteriosos apareceram em vários outros atletas da natação e mesmo de outros esportes, principalmente na delegação dos Estados Unidos. Os pequenos círculos escuros não causam uma boa impressão, mas também não significam nenhum problema. Era um sinal da mais nova moda entre atletas de ponta: a ventosaterapia.
Técnica milenar da medicina tradicional chinesa, a prática consiste em aplicar copos de vidro em diferentes pontos do corpo, gerar vácuo no interior deles e provocar sucção na pele. O processo estimula o fluxo sanguíneo e auxilia na recuperação muscular após treinos muito intensos ou competições de alto nível em que o corpo atinge seus limites. O efeito esperado é de forçar a circulação de sangue em grupos musculares fatigados, como forma de prevenir lesões, aliviar a dor e melhorar o desempenho físico. As manchas causadas pelas ventosas, que podem durar de duas a três semanas após a aplicação, são feias e dão a impressão de machucados, mas a julgar pelo desempenho de Phelps, não são nada. Estão ajudando – e muito. Pelo esforço físico que realiza, o atleta sofre contraturas. Começa a haver menos aporte de sangue nos grupos musculares que ele usa mais. A ventosaterapia melhorar essa irrigação.
Em entrevista ao tabloide britânico, o doutor Ayaaz Farhat, codiretor da Clínica de Cupping de Londres, explica que a escolha de atletas pelo método comprova o quão eficiente ele é. "Esse aumento no uso desse tipo de tratamento é explicado pela mesma razão que os atletas buscam tanques gelados de oxigênio ou injeções de sangue: para se recuperarem de lesões inevitáveis e estarem prontos rapidamente para a próxima competição", disse.
Ayaaz também detalhou como funciona a terapia. "Os benefícios da técnica encorajam a resposta inflamatória do corpo, o que acelera a recuperação muscular dos tecidos moles após uma lesão ou tensão".


A ventosaterapia:
Entenda um pouco mais.
A ventosaterapia um tipo de terapia não invasiva, que tem como procedimento básico, a colocação de copos redondos de vidro (chamados “campânulas”) sobre a pele, gerando a sucção do local, como ventosas.

O uso de ventosa no Oriente foi desenvolvido com base na acupuntura. Ela se fundamenta na crença de que a resistência contra a doença pode ser alcançada, induzindo o corpo a se curar pela aplicação de ventosas em pontos dos 12 meridianos.
Seu principal efeito terapêutico é controlar a corrente sanguínea e tem como base a troca gasosa, visando limpar o sangue pela pele, já que a ventosa tem a mesma fisiologia da troca gasosa do pulmão e dos rins. Desse modo, eliminando os gases e toxinas estagnados no corpo pela pressão negativa produzida pelo vácuo, torna o sangue equilibrado, com o pH das células homogêneo e estável.
Segundo a medicina tradicional chinesa, as toxinas acumuladas pela sujeira da água, dos alimentos ou emoções desequilibradas causam a estagnação do sangue coagulado, escuro, sujo, nos músculos das costas ou nas articulações, causando as doenças, daí a necessidade de retirá-lo para que a pessoa possa se restabelecer. É tida como o “Tratamento Negativo”, que consiste em trazer as células doentes do sangue, do interior do corpo para a superfície, através de fortes absorções. Este método recuperaria as células doentes.


Fisiologicamente a ventosa consegue também diminuir a aderência da pele sobre o músculo e da musculatura sobre a estrutura óssea, melhorando a irrigação sanguínea e ativando o sistema imunológico no local, aumentando a amplitude articular relaxando a musculatura e assim aliviando as dores principalmente gerado pelas tensões do dia-a-dia.


Indicações
– Controle do Sistema circulatório: fortalece a respiração da pele, dos vasos sanguíneos,
facilita as trocas gasosas, a limpeza do sangue e o reequilíbrio do pH sanguíneo;
– Provoca o alívio de dores musculares, nevralgias, artrites, lombalgia e facilita movimentos
articulares;
– Mantém a flexibilidade dos músculos e melhora a fibrosidades e aderências;
– Tem efeito relaxante e combate o stress e suas enfermidades;
– Dor de cabeça e enxaqueca;
– Dá profunda sensação de bem estar e calma ao paciente;
– Melhora o estado geral de saúde do doente crônico;
– Pode ser aplicada em pessoas de todas as idades.


Contraindicações
– É contra-indicado em caso de suspeitas de hemorragias de qualquer natureza, gestantes
acima de sete meses e cardiopatas;
– Dermatites;
– Psoríase;
– Micoses;
– Cortes e ferimentos recentes;
– Insuficiência cardíaca de hipertensão do fogo;
– Quadros viróticos.


Uma outra visão
O tratamento, no entanto, ainda levanta dúvidas de cientistas mais céticos, como é o caso do britânico Simon Singh, e seu colega Edzard Ernst, professor de medicina da Universidade de Exeter, na Inglaterra. Em um livro assinado pelos dois e lançado em 2008, "Trick or Treatment" (Truque ou tratamento, em tradução livre), a dupla alega que "a técnica tem uma longa história, mas nenhuma evidência que ela gera efeitos positivos em quaisquer condições médicas".
A afirmação foi reforçada pelo professor de farmacologia da Universidade de Londres, David Colquhoun. "Não há ciência por trás disso. Existe uma conexão conceitual com a acupuntura. Como isso poderia fazer alguma coisa? É um absurdo", desabafou em entrevista ao The Independent. "Como algo que suga um pouco de pele pode melhorar o desempenho do atleta? O efeito só causa hematomas", completou. Colquhoun negou que a técnica melhore o desempenho dos atletas estadunidenses.

O tratamento não se restringe somente a atletas. Celebridades como Victoria Beckham, Jennifer Aniston e Gwyneth Paltrow, também já aderiram ao método milenar chinês.









Na Cora Ortopedia e Fisioterapia Domiciliar não oferecemos serviços nem indicamos profissionais de ventosaterapia, mas acreditamos que tratamentos alternativos podem contribuir para potencializar o a cura.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

A Arginina: uma importante aliada nas épocas mais frias.



A L-Arginina ou simplesmente Arginina, vendida na farmácia como o efervecente "Targifor-C" ou similares, é um aminoácido considerado semi-essencial, sintetizado pelo organismo em situações normais através do consumo de alimentos como carne vermelha, carne de aves, peixe, nozes, avelãs, sementes de sésamo e girassol, entre outros alimentos proteicos em especial os vegetais. Contudo, a ingestão da Arginina por esses meios, para maioria das pessoas, é insuficiente às necessidades do corpo, ou seja, em condições normais, o organismo consegue sintetizá-la, porém, em determinadas situações, é necessário adquiri-la por meio de suplementação.


Imagem: Aqua.Mech

A Arginina é usada para tratar doenças do coração e dos vasos sanguíneos, incluindo insuficiência cardíaca congestiva (ICC), dor no peito, doença de hipertensão arterial e artéria coronária. Ela também é usada para dores recorrentes nas pernas devido à obstrução das artérias (claudicação intermitente), diminuição da capacidade mental no idoso (demência senil), disfunção erétil (DE) e infertilidade masculina. Uma de suas principais funções é o transporte de nitrogênio em humanos e animais. Sua importância está nana cicatrização de feridas e na estimulação do sistema imunológico na recuperação de gripes e resfriados.







Eficácia
Estudos citam a melhora a função renal após um transplante de rim, hipertensão arterial durante a gravidez (pré-eclâmpsia), melhora no desempenho esportivo e a prevenção da inflamação do trato digestivo em recém-nascidos prematuros.  A Arginina ajuda a levar mais sangue e oxigênio para tecidos e órgãos, contribuindo com a saúde destes. Pesquisas demonstram, inclusive, que a arginina é eficaz para reduzir sintomas de ansiedade. Com a alimentação balanceada, o ser humano consegue consumir até 5g de arginina diariamente. Não é aconselhável manter dosagens altas por muito tempo, pois isso pode gerar tensões no fígado e alguns prejuízos renais.


Aspartato de Arginina
A Arginina em forma de aspartato é constituído pela união de dois aminoácidos cuja a atividade é de fundamental importância para o metabolismo celular. Tem ação desintoxicante, um aporte dietético suplementar de aminoácidos de rápida assimilação, uma estimulação do processo metabólico e um melhoramento do rendimento físico e psíquico.
No Brasil, o Aspartato de Arginina pode ser facilmente  encontrado também a venda em forma de cápsulas efervecentes normalmente associada à vitamina C em lojas de produtos naturais ou farmácias.


Por fim, podemos destacar pesquisas recentes que mostram que a arginina pode melhorar os níveis de energia em pessoas acimas dos 40 anos, bem como a potencialização da capacidade mental delas. Porém vale ressaltar a importância de procurar um profissional habilitado para que a quantidade correta de arginina seja prescrita, para que não ocorra nenhum tipo de efeito colateral no indivíduo*.

Nessa época de frio intenso, além de uma confortável meia para esquentar os pés e um edredon bem aconchegante, vale se previnir com um copo diário de vitamina C e Aspartato de Arginina!*
*Antes de começar qualquer tratamento ou suplementação, consulte um profissional médico! Para um tratamento eficaz você precisa de um especialista cuidando da sua saúde. 
Não tem um ortopedista ou fisioterapeuta ainda? Agende uma consulta com o Dr. Afonso Jorge França ou marque a visita da Fisioterapia Domiciliar da CORA.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Por que sentimos mais dor quando está frio?

O inverno está chegando!


Flickr: Scorpions and Centaurs



Sabe a diferença entre fatalidade e tragédia? Fatalidade é bater o pé no batente da porta; tragédia é bater em um dia frio. O que torna a dor maior nas temperaturas menores é a contração dos músculos e dos vasos sanguíneos.

A intenção do nosso corpo até que é das melhores: os músculos se contraem involuntariamente para se manterem aquecidos, e o sangue sai das articulações em direção ao tronco para manter nossa temperatura constante. O problema, como qualquer mindinho pode confirmar, é que uma pancada em uma articulação contraída e sem sangue dói muito mais que uma normal. Uma hipótese é que, além disso, o frio tornaria mais sensíveis os receptores livres, os terminais nervosos que levam a sensação de dor para o cérebro.

Segundo a psicologia evolutiva, a intenção é que doa mais mesmo. Parece contraintuitivo, mas a teoria é a seguinte: como no frio a prioridade é se aquecer, não se mexer, ao longo do tempo teriam sido selecionados os indivíduos que sentiam mais dor e, consequentemente, se arriscavam menos em baixas temperaturas. Como diz o sociobiólogo Robert Trivers, "a Mãe Natureza prefere seus filhos mais comportados".


Sabe aquele seu parente que é quase um meteorologista? Quando ele começa a sentir dores musculares ou nas articulações, já sabe que uma onda de frio está para chegar. A bancária Ana Paula Rodrigues é uma dessas pessoas. Depois de um acidente, precisou colocar um pino na coluna. Agora, toda vez que o tempo muda de repente ou a temperatura cai bruscamente, ela sente bastante dor na região da lombar. “A gente até brinca que pode ir trabalhar com previsão do tempo”, diz ela.


Silvia Ferreira, fisioterapeuta do Instituto de Ortopedia e Traumatologia, explica que os estudos nessa área ainda são muito controversos. Mas, ao observar o dia a dia dos pacientes do hospital é notório que as dores costumam aumentar, principalmente em pessoas com doenças crônicas como artrite e fibromialgia. “Cientificamente não tem muita comprovação, mas é fato. Pra gente que vê os pacientes e acaba acompanhando as pessoas ao longo do tempo, normalmente elas falam isso mesmo”, conta Silvia.


Ainda de acordo com a Dr. Silvia, existem fatores que são provocados pelas baixas temperaturas e que podem deixar as pessoas mais sensíveis à dor. Um deles é o aumento da contração muscular, uma reação do corpo que visa produzir calor. É o que acontece quando trememos de frio. Além disso, a diminuição do volume de sangue nas articulações também pode aumentar a sensação de frio.


A fisioterapeuta também cita fatores psicológicos como responsáveis pelas dores, “a gente sabe que os países mais frios têm uma incidência maior de depressão, de suicídio. Então eu acho que o humor acaba influenciando também os casos de dor. As pessoas se sentem mais introspectivas, mais tristes, e acabam se mexendo menos. E isso acaba alterando de alguma forma a parte fisiológica”.


Outro elemento que contribui para o aumento das dores é a falta de atividade física, que acaba diminuindo no frio. Como trocar um dia inteiro debaixo do cobertor por uma ida ao parque ou à academia? Mas é um esforço necessário. A Dr. Silvia explica, “quanto menos você se movimenta, menos seu corpo produz calor, e a sensação de frio pode até aumentar. Por isso que muitas vezes a gente fala para os pacientes se movimentarem e andarem um pouquinho pra aquecer o motor”.

Então, para evitar as dores, a orientação é simples: Não passe frio! Procure usar roupas adequadas para a temperatura e se manter aquecido ao longo do dia. “O ideal é manter sempre o nível de movimentação com um pouco de atividade física todos os dias, que pode ser um alongamento ou uma atividade aeróbica. E esperar o verão chegar”, complementa a Dr. Silvia.


E claro, sempre ficar de olho na previsão do tempo para se prevenir!





O clima frio aumenta a sensação de dores e às vezes parece que é o pior sofrimento do mundo. O fato é que, no frio, as terminações nervosas tornam-se bem mais sensíveis. “Quem sofre de dores nevrálgicas, aquelas associadas a lesões nos nervos periféricos, deve evitar a exposição às baixas temperaturas”, exemplifica a fisioterapeuta Fabíola Andrade, do Instituto Patrícia Lacombe, com sede em Campinas (SP).

Até quem não tem problemas de saúde, pode apresentar dores no inverno. “Ficar encolhido, na tentativa de fugir do frio, gera tensão muscular, contraturas e conseqüente mal-estar”, explica.

E pode parecer incrível, mas as pessoas mais magras reclamam mais desse tipo de dor. A gordura corporal funciona como um isolante térmico, uma espécie de ‘casaco natural’. Assim, o indivíduo que se encontra dentro ou abaixo do peso ideal sente mais o frio e seus efeitos.

Entre as alterações relacionadas ao aumento das dores na temporada está a constrição vascular, que é o estreitamento dos vasos sangüíneos. “Quem tem problemas circulatórios pode se queixar de incômodo nas pernas, por exemplo”, afirma a fisioterapeuta.

O antídoto para a maior parte das queixas está no alinhamento postural, que ajuda a prevenir as dores, fazendo com os músculos funcionarem de forma adequada e prevenindo o excesso de tensão no corpo. “Além disso, é importante o uso de roupas adequadas à temperatura e, a prática de atividade física regular”, completa Fabíola.

Confira as dicas de Patrícia Lacombe, presidente da Associação Brasileira de Ginástica Holística, para passar os dias frios sem dor:


  • Ao Acordar
Ainda na cama, estique bem os calcanhares, levando os dedos dos pés em direção às canelas para alongar a panturrilha e evitar câimbras. Em seguida, faça movimentos com os pés como se acelerasse e desacelerasse o carro – esse exercício contribui para o bombeamento do sangue para as extremidades.

  • Para Esquentar as Mãos

Sentado em posição confortável ou mesmo em pé, deixe a palma de uma das mãos virada para cima. Com o polegar da outra mão massageie a região do punho com movimentos circulares. Inverta as mãos.

  • Para Esquentar Pés e Pernas

Em pé, deixe os pés virados para frente, paralelos. Suba na ponta dos pés, volte aos calcanhares, mas sem tocar o chão. Faça o movimento como se tivesse duas molas embaixo dos calcanhares. Repita algumas vezes aumentando o ritmo.



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